Espaço de discussão sobre o comportamento de consumo das crianças na Internet

Arquivo para a categoria ‘Pesquisa’

Regulamentação da publicidade infantil: responsabilidade de quem?

Por Ana Lucia Abrão

Um comercial de tesouras com personagens infantis onde as crianças cantarolavam eu tenho, você não tem. Ou um de chocolate, em que crianças usavam de vários artifícios (até mesmo hipnose) para convencer adultos a comprarem o produto para elas. Até que ponto esse tipo de publicidade pode ser considerada abusiva?

O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) adotou, em 2006, um Código de Ética com algumas normas para a publicidade infantil. Entre as mais importantes estão:

– determinar o fim do uso de mensagens imperativas nos anúncios voltados ao público infanto-juvenil (“compre isso”, “peça para a mamãe comprar” ou “não fique fora dessa”);

– recomenda que as marcas façam campanhas mais dirigidas aos pais ou responsáveis pelas crianças;

– proibição da utilização de crianças e adolescentes sugerindo o consumo de produtos;

– evitar confusão entre conteúdo editorial e espaço publicitário.

Sobre o assunto, está disponível para download a Pequena Cartilha para uma publicidade infantil com responsabilidade!

O Instituto Alana e o Instituto Datafolha realizaram em fevereiro de 2010 a pesquisa Consumismo na Infância, e tiveram como resultado que 73% dos pais concordam que deveria haver algum tipo de restrição ao marketing e propaganda. Entre as principais restrições apontadas estão: “o consumismo infantil, a disponibilidade de dinheiro, as questões relativas a alimentação, sexo e violência são as principais restrições às propagandas”. Entre os pais e responsáveis que acham que a regulamentação não é necessária, o principal motivo apontado é que essa tarefa cabe aos pais.

Enquanto isso, tramita no Congresso um Projeto de Lei (nº 5.921/01) que propõe vetar veiculação de qualquer publicidade dirigida à criança. Se for aprovado, toda a publicidade de produtos infantis deve se voltar aos pais ou responsáveis. O Instituto Alana é a favor, como forma de “proteção da criança frente aos apelos mercadológicos”.

Preocupadas com a possibilidade de uma proibição no caso do Projeto de Lei ser aprovado, as empresas se anteciparam e, em 25 de agosto de 2009, 23 grandes empresas assinaram um Compromisso Público de Publicidade Responsável, onde se comprometem a seguir as recomendações do Conar.

Fica a discussão: publicidade infantil com cuidado e conscientização, ou simples proibição?

 E hoje com a intensificação do marketing digital há necessidade de novas normas? Deixe seu comentário.

Anúncios

Colaboração offline para descobertas de comportamento on-line

Por Vanessa Xavier

Este post é dedicado a um agradecimento especial.

O blog Dedinho digital surgiu de um estudo que três amigas da pós-graduação em marketing digital (Ana Lucia Abrão, Valéria de Cássia Costa e Vanessa Xavier), da FIT – Faculdade Impacta Tecnologia, sobre o comportamento de consumo on-line da geração N, de next (nascidos após 2000).

Como parte desse estudo a equipe de trabalho decidiu entrevistar algumas das crianças que fazem parte dessa geração. O local mais adequado para reunir e conversar com essa turminha é na escola. Então, assim foi feito. Solicitamos autorização do colégio Gutenberg, de Mogi das Cruzes, para participar de uma aula de informática da turma do 2º ano do ensino fundamental, crianças com sete anos, para entrevistá-las e gravar trechos da aula.

No dia do encontro recebemos apoio das professoras Lilian Saraiva, pedagoga e professora do ensino fundamental I e de Cristiane Branco de Andrade, formada em letras, jornalismo, docente do ensino superior e professora de informática, além da coordenadora Dulce.

Muito obrigada a todas e esperamos contribuir com o desenvolvimento saudável e seguro desses pequenos nativos digitais nas aventuras pelo mundo das tecnologias e da Internet.

Geração Milênio – Nativos Digitais

Veja neste vídeo o comportamento de consumo online de crianças de 7 anos.

Este filme foi gravado na turma de 2º ano do ensino fundamental, no colégio Gutenberg, de Mogi das Cruzes, com o propósito de observar os alunos e identificar o comportamento deles com relação à Internet. E, é parte do estudo sobre o comportamento de consumo na Internet da geração milênio (crianças nascidas após 2000) para o curso de pós-graduação da FIT – Faculdade Impacta Tecnologia.

Filhos seguros, pais tranquilos

livro Filhos seguros, pais tranquilos
Capa do livro organizado por Volney

O livro FILHOS SEGUROS, PAIS TRANQUILOS – organizado por Volney Faustini, é uma espécie de guia para que os pais entendam o potencial da Internet e contribuam com a integridade dos nativos digitais.

A obra tem como co-autores: André Valle, Daniel Sincorá, Elci Con’Je, João Paulo Rosman, Luís Fernandor Batista, Patrícia Valim, Paula Regina Adriani, Paulo Cassiano, Raphael Santos Lapa, Tatiana Tosi, Thiago Bomfim, Thiago Mendanha.  A capa foi criada por Thiago Mendanha.

O arquivo completo em pdf pode ser baixado – aqui.

Consumidor em formação – Pesquisa TIC Crianças

*Por Ana Lucia Abrão

O Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), que há cinco anos realiza as Pesquisas sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil resolveu inovar. Desta vez, além da pesquisa da população adulta, observou também o público infantil, focando a pesquisa nas crianças de 5 a 9 anos.

São crianças que nasceram em um mundo onde a tecnologia está presente o tempo todo. Para eles, celulareUso de tecnologia por criançass e computadores são tão banais quanto a TV a cores. Ainda que, como mostrou a pesquisa, haja limitações financeiras, grande parte deles já teve ao menos um contato. De acordo com as respostas dadas pelas crianças, 57% delas já utilizaram um computador, e 29% declararam já ter usado internet. O telefone celular se revelou como a mais popular das tecnologias digitais: 64% disseram já ter utilizado, sendo que 14% dessas crianças disseram já ter um aparelho.

A pesquisa foComportamento meninas e meninosi realizada no País inteiro com crianças de todas as classes socioeconômicas, e foram encontradas discrepâncias tanto entre as regiões, quanto às faixas de renda e mesmo às faixas etárias. Há também diferenças de gêneros: as meninas demonstraram usar mais o computador para desenhar (84% delas contra 76% deles) e para escrever (70% das entrevistadas contra 58% dos meninos).

O estudo foi realizado em duas etapas: a primeira com os pais ou responsáveis pelas crianças, coletando principalmente as informações sobre acesso às tecnologias no domicílio em que vivem, e em uma segunda parte, as próprias crianças responderam, com perguntas adequadas ao seu universo. Segundo os realizadores, o TIC Crianças tem como objetivo central “avaliar a posse e o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) entre crianças de 5 a 9 anos em todo o território brasileiro” e entender como essas mudanças implicarão no comportamento deste novo público.

 O CETIC.br permite baixar a pesquisa completa em site. É só clicar aqui.

*Ana Lucia Abrão – Jornalista e integrante da equipe de estudos no trabalho de conclusão do módulo Gestão do Comportamento de Consumo da pós-graduação da Faculdade Impacta Tecnologia.