Espaço de discussão sobre o comportamento de consumo das crianças na Internet

Posts marcados ‘publicidade infantil’

Publicidade online para crianças

A equipe de trabalho do blog Dedinho Digital participou da gravação de um podcast (arquivos, de mídia digital em áudio, publicados na Internet) para o Futurecast, espaço que propõe o debate divertido sobre temas do marketing digital.

O bate-papo direcionado para a publicidade online voltada às crianças teve a participação de um convidado especial, o publicitário Daniel Winter. Além das alunas da pós-graduação em marketing digital da Impacta, as criadoras do Dedinho Digital; do coordenador do curso, Eurípedes Magalhães; e, do apresentador e âncora dos programas, Lucas Jim.

No episódio a discussão girou em torno das ações online de marcas como Nestlé, Tang, Google, que exploram o viés da educação ambiental para engajar as crianças.

Escute, aproveite e participe enviando seu comentário.
Futurecast.com.br

Regulamentação da publicidade infantil: responsabilidade de quem?

Por Ana Lucia Abrão

Um comercial de tesouras com personagens infantis onde as crianças cantarolavam eu tenho, você não tem. Ou um de chocolate, em que crianças usavam de vários artifícios (até mesmo hipnose) para convencer adultos a comprarem o produto para elas. Até que ponto esse tipo de publicidade pode ser considerada abusiva?

O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) adotou, em 2006, um Código de Ética com algumas normas para a publicidade infantil. Entre as mais importantes estão:

– determinar o fim do uso de mensagens imperativas nos anúncios voltados ao público infanto-juvenil (“compre isso”, “peça para a mamãe comprar” ou “não fique fora dessa”);

– recomenda que as marcas façam campanhas mais dirigidas aos pais ou responsáveis pelas crianças;

– proibição da utilização de crianças e adolescentes sugerindo o consumo de produtos;

– evitar confusão entre conteúdo editorial e espaço publicitário.

Sobre o assunto, está disponível para download a Pequena Cartilha para uma publicidade infantil com responsabilidade!

O Instituto Alana e o Instituto Datafolha realizaram em fevereiro de 2010 a pesquisa Consumismo na Infância, e tiveram como resultado que 73% dos pais concordam que deveria haver algum tipo de restrição ao marketing e propaganda. Entre as principais restrições apontadas estão: “o consumismo infantil, a disponibilidade de dinheiro, as questões relativas a alimentação, sexo e violência são as principais restrições às propagandas”. Entre os pais e responsáveis que acham que a regulamentação não é necessária, o principal motivo apontado é que essa tarefa cabe aos pais.

Enquanto isso, tramita no Congresso um Projeto de Lei (nº 5.921/01) que propõe vetar veiculação de qualquer publicidade dirigida à criança. Se for aprovado, toda a publicidade de produtos infantis deve se voltar aos pais ou responsáveis. O Instituto Alana é a favor, como forma de “proteção da criança frente aos apelos mercadológicos”.

Preocupadas com a possibilidade de uma proibição no caso do Projeto de Lei ser aprovado, as empresas se anteciparam e, em 25 de agosto de 2009, 23 grandes empresas assinaram um Compromisso Público de Publicidade Responsável, onde se comprometem a seguir as recomendações do Conar.

Fica a discussão: publicidade infantil com cuidado e conscientização, ou simples proibição?

 E hoje com a intensificação do marketing digital há necessidade de novas normas? Deixe seu comentário.